Tecnovia recebe Ministra do Ambiente de Angola em visita dedicada à gestão de resíduos e à economia circular
A Tecnovia recebeu, a 18 de setembro, a Ministra do Ambiente de Angola, Ana Paula de Carvalho Pereira, numa visita de trabalho à ilha de São Miguel, nos Açores, dedicada à gestão integrada de resíduos, à valorização de materiais e ao aproveitamento energético.
A deslocação integrou o programa de cooperação e intercâmbio técnico entre Angola e Portugal, que procura partilhar conhecimento sobre gestão sustentável de resíduos e identificar experiências capazes de reforçar o sistema nacional angolano.
A Ministra fez-se acompanhar de uma delegação com forte representação institucional, composta pelo Presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Resíduos (ANR), Adérito Mohamed, pela Diretora Nacional do Ambiente, Hassana Lima, e pelo Diretor do Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatística, João Catinda. Integraram ainda a comitiva Gilma Pinto, Diretora-Adjunta do Gabinete da Ministra, Katiana Gregório, e Teresa de Jesus da ANR, bem como técnicos do Ministério do Ambiente e a Dionísia Demba, Conselheira da Embaixada de Angola em Portugal.
Do resíduo ao recurso: economia circular na Mata dos Cavacos
A comitiva foi recebida no Centro Industrial da Mata dos Cavacos, na Ribeira Grande, onde estão instaladas a Tecnovia Açores e a Tecnovia Ambiente. Acompanhada por Miguel Barreiros, Administrador Grupo Tecnovia e Gerente da Tecnovia Angola, e por Francisco Morais, Administrador da Tecnovia Açores e da Tecnovia Ambiente. A visita técnica foi conduzida pelo Eng.º António Ventura, responsável técnico pelas atividades da Tecnovia Ambiente.
O Centro Industrial da Mata dos Cavacos é uma das instalações onde a Tecnovia gere e valoriza resíduos de construção e demolição (RCD), dando nova vida a materiais que de outra forma seriam desperdiçados.
Primeiro operador licenciado de RCD nos Açores, a Tecnovia Ambiente recebeu, desde a sua constituição em 2007, mais de 595 mil toneladas de resíduos. Destas, 85,5% foram valorizadas e apenas 0,49% seguiram para aterro. Os agregados reciclados regressam ao mercado como novas matérias-primas, enquanto os resíduos de madeira são transformados em estilha, biomassa para a produção de energia, em particular para o aquecimento das caldeiras das centrais de misturas betuminosas.
Ocean Pellets: energia a partir de sobrantes da floresta local
No mesmo centro funciona a fábrica da Ocean Pellets, que produz pellets a partir de madeira endógena. Também este modelo assenta na economia circular: qualquer pessoa ou empresa pode entregar madeira e sobrantes florestais nas instalações da Tecnovia Ambiente e receber uma compensação por cada tonelada.
Nos últimos cinco anos, a fábrica produziu mais de 16 mil toneladas de pellets, com a indústria regional entre os principais clientes. Uma energia que valoriza recursos locais, reduz a dependência de matérias-primas importadas e diminui a pegada carbónica.
Da recolha à valorização: visita à MUSAMI
O programa incluiu ainda uma visita à MUSAMI, entidade responsável pela gestão e valorização de resíduos em São Miguel, onde a comitiva foi recebida pelo Presidente do Conselho de Administração, Nelson Santos, e pelo Secretário-Geral, Carlos Botelho. A Tecnovia tem também experiência na área dos resíduos sólidos urbanos (RSU) e assegura, para a MUSAMI, a recolha e o transporte destes resíduos em vários municípios da ilha.
Em conjunto, as duas visitas deram à delegação uma visão completa da cadeia de valor, da gestão de resíduos à valorização de materiais e à produção de energia. Um conhecimento que poderá apoiar o desenvolvimento de soluções ajustadas à realidade angolana.
Experiência em infraestruturas ambientais que ultrapassa fronteiras
A experiência da Tecnovia no setor do ambiente vai além da gestão de resíduos. O Grupo tem um percurso sólido na construção de infraestruturas ambientais, como aterros sanitários, estações de tratamento de águas residuais (ETAR), estações de reciclagem e centrais de triagem, entre outras tipologias de obra.
Para a Tecnovia, este encontro reforça o valor da cooperação e da transferência de conhecimento entre Portugal e Angola, num setor em plena transformação, onde a gestão eficiente dos recursos e a valorização de resíduos ganham cada vez mais peso. A visita mostrou como a experiência construída nos Açores pode ser o ponto de partida para novas soluções e oportunidades de cooperação com Angola.
Crescemos a Fazer.
24.09.2026


