Tecnovia recupera troços da Linha do Oeste afetados pelas tempestades
Na sequência das fortes tempestades que atingiram Portugal em janeiro de 2026, a Tecnovia está envolvida na recuperação de vários troços da Linha do Oeste, entre Meleças e Torres Vedras. Promovida pela Infraestruturas de Portugal (IP), a empreitada representa um investimento de cerca de 11,5 milhões de euros e contempla a estabilização de taludes e a recuperação de infraestruturas ferroviárias danificadas, com o objetivo de restabelecer as condições de segurança e criar soluções duradouras para uma ligação essencial à mobilidade da região.
Responder aos efeitos das tempestades
A precipitação intensa registada em janeiro provocou deslizamentos de terras e instabilidade em vários taludes ao longo da Linha do Oeste, comprometendo a integridade da infraestrutura ferroviária e levando à suspensão da circulação nas zonas afetadas.
Entre as situações mais críticas destaca-se a ocorrência ao km 57+400, onde o deslizamento de um talude se prolongou até ao rio Sizandro, provocando o colapso da plataforma ferroviária.
Já ao km 63+800, a instabilidade do terreno originou o abatimento da Rua Dr. Gomes Leal e a invasão da linha junto à estação de Torres Vedras. Foram ainda identificados outros deslizamentos nos quilómetros 62 e 63, com acumulação de terras junto à via.
Estas ocorrências evidenciaram a necessidade de uma intervenção especializada, capaz de responder às características geológicas dos terrenos e de reforçar a estabilidade das zonas afetadas.
Soluções de engenharia para recuperar e proteger a linha
Com um valor contratual de 11.489.800 euros, a empreitada é desenvolvida em regime de conceção-construção, abrangendo cinco pontos de intervenção, localizados aos quilómetros 57+400, 62+500, 63+050, 63+450 e 63+800.
Os trabalhos previstos incluem a remoção dos terrenos instáveis, a limpeza das áreas afetadas e a remodelação dos taludes, com recurso a soluções de drenagem e contenção destinadas a reduzir o risco de novos deslizamentos.
Uma das intervenções de maior exigência técnica localiza-se ao km 57+400, onde está prevista a reconstrução do suporte da plataforma ferroviária através de uma estrutura de betão armado fundada em microestacas.
Nesta zona, a proximidade ao rio Sizandro exige ainda a aplicação de soluções específicas de proteção contra a erosão, incluindo colchões Reno e sistemas de drenagem que contribuem para a estabilidade do terreno.
A empreitada contempla igualmente soluções de contenção, incluindo muros de proteção da linha e muros de Berlim, adaptadas às condições de cada local.
Ao longo da execução, será implementado um plano de instrumentação e monitorização para acompanhar o comportamento dos terrenos e das estruturas, assegurando o controlo das condições de estabilidade e segurança.
Experiência e capacidade técnica ao serviço da recuperação ferroviária
A natureza desta intervenção exige uma resposta técnica especializada, particularmente pela instabilidade dos terrenos, pelas condições geotécnicas existentes e pela proximidade das áreas de trabalho à infraestrutura ferroviária.
Com uma vasta experiência em obras de engenharia civil e estabilização de terrenos, a Tecnovia reúne equipas técnicas especializadas, equipamentos próprios e capacidade industrial para responder às exigências do projeto.
A execução dos trabalhos assenta numa abordagem que privilegia a segurança, o rigor técnico e a adaptação das soluções às condições encontradas no terreno, tendo também em consideração a proteção ambiental.
Recuperar ligações, reforçar a segurança
Esta intervenção pretende devolver estabilidade e segurança a pontos críticos da Linha do Oeste, contribuindo para a recuperação de uma infraestrutura fundamental para a mobilidade ferroviária da região.
Para a Tecnovia, participar neste projeto representa mais uma oportunidade de colocar a sua experiência e capacidade de engenharia ao serviço da recuperação de infraestruturas essenciais, respondendo a desafios que exigem conhecimento técnico, capacidade de execução e soluções adaptadas a cada realidade.
Porque construir o futuro também é recuperar o que foi afetado, reforçar a segurança e garantir que as ligações continuam a aproximar pessoas e territórios.
Crescemos a Fazer.
02.11.2026


