Tecnovia conclui requalificação de 44,5 km do IP8, reforçando as ligações no Baixo Alentejo
Mais segurança, melhores acessos e novas ligações para o Baixo Alentejo. A Tecnovia, em consórcio com a JJR – Construções J.J.R. & Filhos, concluiu duas importantes empreitadas de requalificação do IP8, entre Santa Margarida do Sado e Beja. Com uma extensão total de cerca de 44,5 quilómetros e um investimento de 64,5 milhões de euros, esta intervenção representa um marco na modernização da rede rodoviária da região.
Uma nova etapa para a mobilidade no Baixo Alentejo
O IP8 é um dos principais eixos rodoviários do Sul de Portugal, assegurando a ligação entre o litoral de Setúbal e o interior alentejano, até Beja.
A requalificação desta infraestrutura veio responder a necessidades há muito identificadas, nomeadamente o desgaste do pavimento, as limitações dos traçados existentes e as dificuldades de circulação nas travessias urbanas.
Promovida pela Infraestruturas de Portugal e financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a intervenção permitiu modernizar uma ligação fundamental para a região, criando melhores condições de segurança, conforto e fluidez para quem utiliza diariamente este eixo rodoviário.
Dois troços, uma ligação mais eficiente
A intervenção desenvolveu-se em duas empreitadas complementares, que combinaram a beneficiação estrutural das vias existentes com a construção de novas variantes.
Na EN259, entre Santa Margarida do Sado e Ferreira do Alentejo, foram intervencionados cerca de 22 quilómetros, num investimento de 30,9 milhões de euros. Um dos principais destaques foi a construção da variante a Figueira dos Cavaleiros, com aproximadamente 3,8 quilómetros, que permite desviar parte do tráfego do núcleo urbano e melhorar as condições de circulação.
Já na EN121, entre Ferreira do Alentejo e Beja, a intervenção abrangeu cerca de 22,5 quilómetros, num investimento de 33,6 milhões de euros. Este troço incluiu a construção da variante a Beringel, com cerca de 3 quilómetros, criando uma alternativa mais direta e segura à travessia da localidade.
Com duas vias de circulação por sentido, as novas variantes contribuem para uma ligação mais fluida e eficiente entre os principais pontos deste corredor rodoviário.
Uma obra que traduz a dimensão da nossa capacidade técnica
A concretização destas duas empreitadas envolveu uma operação de grande escala, exigindo planeamento, coordenação e capacidade de execução em diferentes frentes de trabalho.
No conjunto dos dois troços, foram mobilizados 527 trabalhadores e 159 equipamentos, tendo sido realizadas mais de um milhão de horas de trabalho.
A dimensão dos trabalhos reflecte-se também nos materiais aplicados, com mais de 38 mil metros cúbicos de betão, cerca de 337 mil toneladas de bases granulares e mais de 283 mil toneladas de misturas betuminosas.
Desde os movimentos de terras e a construção de estruturas até à pavimentação e instalação de equipamentos de segurança rodoviária, cada fase exigiu uma articulação rigorosa entre equipas e recursos.
A capacidade industrial do consórcio, apoiada em centros próprios de produção de agregados, misturas betuminosas e betão pronto, desempenhou um papel importante na execução dos trabalhos, assegurando autonomia produtiva e controlo de qualidade ao longo da obra.
Mais do que estradas, novas oportunidades para a região
Com a conclusão desta intervenção, o Baixo Alentejo passa a dispor de uma infraestrutura rodoviária renovada, preparada para responder melhor às necessidades de mobilidade das populações e das empresas.
A melhoria das condições de circulação e a construção das novas variantes representam um contributo importante para a segurança rodoviária, a redução dos tempos de percurso e a competitividade económica da região, facilitando as ligações entre o interior e o litoral.
Para a Tecnovia, a conclusão deste projeto representa mais um marco no seu percurso na engenharia e construção rodoviária, demonstrando a capacidade de concretizar infraestruturas de grande dimensão e complexidade técnica.
Porque construir estradas é muito mais do que ligar destinos. É aproximar comunidades, impulsionar o desenvolvimento e abrir novos caminhos para o futuro.
Crescemos a Fazer.
09.09.2026


